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Capoeira. Orígen, movimientos y canciones

Autor: cesare abdel salomon
Curso:
9,25/10 (4 opiniones) |2781 alumnos|Fecha publicación: 21/06/2010
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Capítulo 21:

 Canciones G

*O sabiá
Planta milho sinhá que eu colho
Planta milho sinhá que eu colho
Planta milho sinhá que eu colho
Cantava meu sabiá
No canto da capoeira
Tanta vez ouvi falar
Da sabiá laranjeira
E hoje ouço seu cantar
Quantas vezes na Ribeira
Ou lá na tenda de sinhá
Cantador falava assim
Como canta o sabiá
Meu pai me disse meu filho
Não me mate o sabiá
Quem mata o que não se come
Não perde por esperar
*Berimbau viola
Berimbau viola
Berimbau viola
Porque sera
Que a viola chora
Será saudade
Da Cabinda de Luanda
Que o navio deixou pra trás
Nas águas da velha Kianda
Chora lembrando
Dos tempos do cativeiro
Dos negros acorrentados
Dentro do navio negreiro
Gunga tá velho
Mas ainda conta história
Viola chora,
Lembrando dos tempos de Outrora
Chora por Bimba
Pastinha e Valdemar
Grande mestres de verdade
Que de saudade, viola pôe-se a chorar
*Vadiação
Chama ioiô, chama iaiá
Berimbau me chama, eu vou vadiar
Não adianta
Tu tentar me segurar
Corrente já foi quebrada
E hoje eu quero é vadiar
81
Dizia a lei
É proibido vadiar
Mas eu sentia no peito
A vontade de jogar
Andei, vaguei,
Sem saber no que pensar
Sempre fui trabalhador
Mas também capoeira
De tocar meu berimbau
E uma cantiga levar
Mostrando meus sentimentos
Sem ninguém prejudicar
O bem e o mal
Nunca andaram de mãos dadas
Não escolhem preto nem branco
Ao findar esta jornada
*Baleiro
Baleiro o que vende ai?
Pipoca e amendoim
Sou baleiro sim sinhô
Mas não sou qualquer um não!
Vendi balas na Bahia
Nas festas da Conceição
O que esses olhos já viram
Nas rodas de capoeira
Se eu fosse lhes contar
Levava uma vida inteira!
Vi um negro alto e forte
Com seu berimbau na mão
Escutei falar é Bimba!
Igual a esse não tem não
Vi um velhote baixinho
Com toda autoridade
Levando na cantoria
Um tal lá da Liberdade
Tinha mais gente chegando
E até uns que dava medo
Mas eu ficava olhando
Aprendendo seus segredos
Um dia cheguei mais perto
E um deles olhou pra mim
Mas antes que eu me assustasse
"Baleiro o que vende ai?"
*Coisa mandada
Isso é coisa mandada
Isso é coisa mandada
Eu sempre andei de noite
Quanta vez na madrugada
82
No meio da malandragem
Nunca me aconteceu nada
De repente tudo muda
Deve ser coisa mandada
Mateiro velho nasci
Andei na mata fechada
Serpente corre de mim
E até onça pintada
De repente nego véio
Olha o que me aconteceu
Tudo que andava certo
Hoje desapareceu
Olha lá meu gunga velho
Companheiro de estrada
Quando fui ver outra dia
Verga e cabarça quebradas
Eu nunca fui para raio
E nunca me pegou nada
Maldade passa de longe
Tenho uma sorte danada
Sempre tive fé em Deus
E nas coisas mais sagradas
Me valha senhor Jesus
Derruaba a coisa mandada
Sai pra lá coisa ruim
Não cruza na minha estrada
Cuidado sou capoeira
Vacilou tomou pernada
*Acende a luz
Acende a luz crioula
Pro terreiro clarear
Traz pra fora o candeeiro
Que a roda vai começar
Hoje é noite sem lua
E os cabras já vão chegar
Hoje é dia de festa
Capoeira no arraial
Lá vem Besouro e Zumbi
Seu Traira e Paraná
Tem uns pretos batuqueiros
Que vieram pra cantar
Cantador pra cantador
Já lá vem seu Valdemar
Corre lá pega meu gunga
Pra mestre Bimba tocar
Nega traz meu candeeiro
E não deixa apagar
83
*Mundo engenador
Todo mundo quer ser bom
Todo mundo quer ser bom
Mas ruim ninguém quer ser
Todo mundo quer matar
Mas ninguém não quer morrer
Já não sei como se vive, colega velho
Nesse mundo engenador
Fala muito é falador
Quem fala pouco é manhoso
Come muito é guloso
Come pouco é sovino
Se bater é desordeiro, colega velho
Se apanha ele é mofino
Trabalho tem marimbondo, oi iaiá
Fazer casa no capim
Vem o vento leva ela, ai meu Deus
Marimbondo leva fim
Caveira que te matou, ai meu Deus
Foi a lingua meu senhor
Eu sempre te dei conselho
Tu pensava ser ruim
E eu sempre lhe avisando
Colega velho
Inveja matou Caim, camará
Iê, é hora é hora
Iê, viva meu Deus
Iê, galo cantou
Iê, cocoroco...
*Graúna
Graúna, Graúna, onde vai você?
Onde vai, onde vai você?
Graúna, onde vai você ?
Vou cantar lá no ipel
Eu ia pelo caminho
Quando ouvi o seu cantar
Não me pergunte porque
Comecei arrepiar
Me lembrei da capoeira
E dos nossos ancestrais
De repente fez silêncio
Ela parou de cantar
A ave bateu asa
Ai meu Deus, foi cantar noutro lugar
Onde vai Graúna, onde vai você!
*Eu vi relampear
Eu vi relampear
O iaiá, eu vi relampear
84
Meu Deus, eu vi relampear
Na roda relampear
Sem barulho de trovão
Pé passou perto demais
Se não esquiva o cabra cai!
Navalha riscou ligeiro
Faisca brilhou no ar
Iaiá lá vem cruzo de carreiro
Golpe que vale lembrar
O dindinha meu joelho
Cuidado pra não quebrar
*A moça do sobrado me chamou
A moça do sobrado me chamou
Venha ver capoeira meu sinhô
Sinhá mocinha
Gostava de aparecer
Nos domingos de tardinha
Para a capoeira ver
Ficava olhando
Admirando encantada
Sem entender muito bem
Os negros dando pernadas
A energia,
Que da roda ia saindo
Mexia com os sentimentos
De quem tava vendo e ouvindo
Muita das vezes
Dali jogava dinheiro
Premiando o jogador
Que mais gostasse de ver
Chegava o pai
Sinhá moça disfarçava
Dizia será que um dia
Posso descer na caiçada?
Caindo a noite
A negrada ie embora
Sinhá ficava esperando
Quem sabe uma outra hora?
*A carta de Besouro
Oi quem mandou levar!
Essa carta pra sinhá!
Óia lá Besouro preto
No jogo da emboscada
Vão tentar lhe enganar
Nego não sabia ler
E a carta foi levar
Mas o que tava lá dentro
Era coisa de matar
E se for pra S. Caetano
85
Cuidado pra não quebrar
Pois pra lá não tem mais jeito
Cuidado "seu" Mangangá
Vai virar toco de pau
Ou inseto pra escapar?
Se caiu na armadilha
Dá seu jeito de escapar
*Abalou cachoeira
Abalou cachoeira abalou
Abalou deixa abalar
No dia que eu amanheço
Dentro de Itabaianinha
Homem não monta cavaco
Mulher não deita galinha
As freiras que tão rezando
Se esquecem da ladainha
Abalou deixa abalar
Quem quiser saber meu nome
Não precisa perguntar
Eu me chamo louça fina
Cuidado pra não quebrar
Casa de palha é palhoça
Se eu fosse fogo queimava
Toda mulher ciumenta
Se eu fosse a morte matava
Abalou deixa abalar
Oi chora menino
Nhé, nhé, nhé!
Menino chorou
Cala a boca menino
Menino chorão
O chora menino
Menino malvado
Por que não mamou
Menino chorou
Chora menino
*Roda de Bamba
Eh, eh, eh, capoeira eu vou jogar
Nesta joda de bamba eu vou entrar
Meia-lua, armada, rasteira,
todo mundo quer jogar
Mas na joda de cobra danada
É melhor se segurar
Eh, eh, eh capoeira eu vou jogar
Nesta joda de bamba eu vou entrar
Media-lua armada ligeira,
vou gingando sem parar
Nesta roda de cobra assanhada
86
É preciso catimbar
*Pé da Cruz
Tava la no pe da cruz
Faciendo minha oração
Quando apareceu um nêgo,
Ora meu Deus,
A figura de um cão, um cão
Era um nêgo esquisito
Tinha un pé feito pilão
Quando olhei com mais cuidado,
Ora meu Deus,
Tinha uma faca na mão
Abaixei no berimbau
Fiz um cinco-salomão,
Quando olhei o desgraçado,
Ora meu Deus,
Desapareceu no chão
Aprendi con Mestre Bimba
Que não tem assombração
Mas na roda da capoeira,
Ora meu Deus,
Nunca dê um paso em vão,
Camará
Eh viva meu Deus,
Ie viva meu Deus, camará
Eh viva meu mestre,
Ie viva meu mestre, camará
Ele é mandigueiro...
Eh toma sentido..
Eh é hora, é hora...
Eh, vamos'imbora...
Eh volta do mundo
Eh volta do mundo,ã
Eh Xango, capoeira protetor
Eh Xango, capoeira protetor
*Nordeste de Amaralina
Eu aprendi a capoeira,
Com professor de muito valor
Seu Manoel dos Reis Machado
Mestre Bimba simm senhor
Segunda, quarta e sexta-feira,
No Terreiro de Jesus
Sabo Domingo e feriado,
No Nordeste de Amaralina
Eu namorava u'a menina,
Que morava na Mangueira
Não era mole no amor e na rasteira,
Porquê jogava capoeira
87
Segunda, terça, quarta, quinta e sexta-feira
A gente ia p'ra Ribeira
E es esfregava na ladeira,
No jogo da capoeira
Da capoeira do amor,
Que aprendi sem professor
Mas na hora da porrada
Bimba foi meu professor
Segura o jogo malandro
Não da espaço pr'o desgraçado te segurar
E como dizia o capoeira atrapalhodo
"percura daqui, percura dali,
Não acha, sai babatando,
Num incrontei e sai rodando que
nem uma carrapeta tonta..."
E como é que é minha gente...
Bimba foi meu professor
Segunda, quarta e sexta-feira,
No Terreiro de Jesus
Sabo Domingo e feriado,
No Nordeste de Amaralina
Eu vou a jogar com essa menina
No Nordeste de Amaralina
Segunda, terça, e quarta feira
A gente ia p'ra Ribeira
*Linguiça
Eu não vou mais aturar,
Tanta falta de respeto
Deste cabra sem vergonha
Entortando o que é direito
Eu estava assossegado
Tocando meu berimbau,
Ele veio se achegando
Com muita cara de pau
Trapaceiro e desonesto
Calculista e mestiroso
Ele engana muita gente
Se fingindo de nervoso
O seu nome é Linguiça
Feito de tripa de porco
Ele vive neste mundo,
Causando muito desgosto
Cabra você se assunta
Que un dia casa cai
E se não paga neste mundo,
P'ro inferno você vai
E maior é Deus, chega-te p'ra la
sai desta roja, vagabundo
Aqui não é seu lugar

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